Um grupo de empresários goianos tomou decisão arrojada quando participou da concorrência pública para a exploração da Estação Aduaneira do Interior –EADI de Anápolis. No início era apenas uma ideia. Praticamente um tiro no escuro. Os portos secos existentes pelo interior do Brasil funcionavam precariamente. Alguns meses antes da licitação do Porto Seco de Anápolis, a licitação da Estação Aduaneira de Brasília foi lançada e ninguém se interessou em participar. Os custos com construção de prédios, graneleiros e malha ferroviária seriam altíssimos. Tivesse sido instalado, o de Goiás estaria inviabilizado.
Como prefeito, acompanhei todos os passos para a instalação da Estação Aduaneira de Anápolis. Estivemos algumas vezes no gabinete do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, em Brasília. Queríamos a concorrência pública. O governador Maguito Vilela defendeu nossa solicitação para que o Porto Seco fosse instalado em Anápolis.
Voltamos à Receita Federal solicitando alteração na portaria que, inicialmente, não permitia importar ou exportar produtos a granel. Realizada a concorrência pública e ampliadas as atribuições da futura aduaneira, só um grupo se interessou, participou e venceu a licitação.
A portaria estabelecia que a Eadi ficaria no Daia ou suas proximidades. Teria que contar com área administrativa, graneleiros, amplo pátio de estacionamento e rede férrea ligando à rede ferroviária federal. Investimento orçado em alguns milhões de reais.
Pelo empresário Gilson do Amaral Brito, fomos informados que o Ministério dos Transportes leiloaria o patrimônio da RFF instalado no Daia. Imóvel contando com a linha férrea, graneleiros, prédio administrativo, pátio para estacionamento. Dispunha de toda infraestrutura exigida pela Receita Federal. Com pouco investimento, estaria apto a abrigar a aduaneira. Era necessária uma ação política junto ao presidente da Rede Ferroviária, no Rio de Janeiro. A participação do ministro da Justiça, Iris Rezende Machado, foi decisiva. Defendeu o interesse de Anápolis junto ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha.
Fomos ao Rio de Janeiro conversar com o presidente da RFF, Eliseu Rezende. Me acompanharam Air Ganzarolli, vice-prefeito, e o procurador municipal Roldão Cassemiro. Ficou decidido que a rede não leiloaria seu imóvel em Anápolis. O temor era de que, com o leilão, algum grupo de fora arrematasse o imóvel. Isso inviabilizaria a instalação da aduaneira. Ao mesmo tempo acertamos que o imóvel seria alugado à prefeitura e repassado ao grupo vencedor da concorrência, que arcaria com as despesas. Ficou assim viabilizada sua instalação. No final do governo Maguito Vilela, a Rede Ferroviária Federal permutou com o Estado seu patrimônio em Anápolis pela dívida de ICMS que tinha com o Tesouro estadual. O Porto Seco está instalado num imóvel público do Estado.
Edson Tavares, superintendente da Estação Aduaneira, afirma que o Porto Seco de Anápolis é hoje o 3º maior do Brasil dentre os 62 existentes. 90% das atividades da Eadi anapolina são com importações e 10% em exportações. Importações de máquinas e equipamentos, automóveis, peças para veículos e insumos químicos farmacêuticos para os laboratórios de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Goiânia representam 96% das suas atividades. A receita do Porto seco tem aumentado ano após ano. Em 2006 foram US$ 243 milhões; 2007, US$ 526 milhões; 2008, US$ 1 bilhão; 2009, US$ 1,11 bilhão e 2010, US$ 2,05 bilhões.
Tem servido como grande atrativo para a vinda de investidores a Goiás. A Caoa/Hyundai, além das facilidades fiscais que lhe foram oferecidas pelo Estado, levou em conta a presença da aduaneira anapolina. O vice-presidente de administração e country manager Brasil da Yamana, Arão Portugal, da Mineração Maracá Indústria e Comércio, instalada no município goiano de Alto Horizonte, confirma isso ao afirmar: “Desenhamos um sistema logístico voltado para o modal ferroviário e o Porto Seco de Anápolis foi determinante em nossa estratégia, tendo em vista sua excelência operacional.”
Sinto-me orgulhoso de ter participado dessa grande obra que está revolucionando o crescimento econômico de Goiás.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
É Preciso Ser Ousado
O prefeito municipal é o agente público mais exigido pelo povo. Por estar mais perto e diretamente envolvido com as questões que mexem com a vida dos cidadãos as cobranças são permanentes. Por isso, muitas vezes é obrigado a adotar medidas que ultrapassam sua área de administração.
A inexistência de viaduto e até mesmo de uma simples rotatória, na BR-153 ligando Anápolis City com Bairro de Lourdes, acidentes pavorosos aconteciam naquele trecho da rodovia federal, todas as semanas, causando dezenas de vítimas. Cansado de cobrar das autoridades federais e não ser atendido, o prefeito Wolney Martins decidiu investir parte dos poucos recursos disponíveis no Tesouro municipal para resolver o problema. Toda obra foi paga pelo município. A administração estadual colaborou em parte na movimentação de terra. Foi trabalho ousado e fundamental na preservação da vida dos que diariamente transitavam e transitam pelo local.
Ao suceder Wolney Martins acertei com o governador Maguito Vilela que faríamos pelo Dergo o anel viário de Anápolis. Basílio, arquiteto do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado de Goiás, elaborou o projeto. Sairia da BR-060 em frente ao Calixtópolis encontrando com a BR-153 no trevo da saída para Brasília, até à proximidade da entrada ao povoado de Miranápolis. Dali cortando região rural do município até atingir o ponto inicial do anel, próximo ao posto Presidente, na BR-060. O Dergo realizou a concorrência pública e os serviços tiveram início pela abertura da segunda pista da BR-153, a partir do trevo que liga Anápolis a Brasília.
Contando com a decisiva colaboração dos meus ex-companheiros da Câmara Federal, Odacyr Klein – ministro dos Transportes e Tarcisio Delgado, diretor presidente do DNER, conseguimos repassar a obra para o ministério dos Transportes. Muito importante foi a participação de Iran Saraiva, ministro do Tribunal de Contas da União – TCU, desembaraçando junto ao Ibama, questões sobre preservação ambiental. Toda formalidade legal para a continuidade da obra foi agilizada pelo ministro, junto ao TCU.
Graças ao trabalho arrojado que a prefeitura de Anápolis e o governo estadual realizaram para construção da obra, contamos com o trecho da BR-153 duplicado do trevo que liga Anápolis a Brasília até próximo a Interlândia. O viaduto Ayrton Sena, construído na administração Wolney Martins, foi duplicado. Da mesma forma nova ponte construída sobre o córrego das Antas, ao lado da sede campestre do clube Lírios do Campo. Essa nossa decisão ousada e determinante ensejou a construção de outras obras valiosas no setor de transporte em Anápolis: viaduto na BR-153, cruzamento com a BR-414 que liga Anápolis a Corumbá de Goiás e viaduto no trevo ligando BR-153 à Vila Jaiara, principal ligação de Anápolis com o norte do Estado.
Firme tomada de posição pelo atual comandante do poder público municipal está sendo aguardada pelos anapolinos, para a continuidade normal dos serviços. O Denit está devagar, quase parado na execução de obras de menor complexidade e de muita importância para o município. Trincheira e passarela ligando os bairros Jardim Progresso ao Parque dos Pirineus estão paralisadas há meses. Denit não dá qualquer esclarecimento do porque de tanto atraso. Trecho da BR-153, do início da BR-414 ao trevo Vila Jaiara tem sido palco de inúmeros acidentes com vitimas fatais. A população do parque dos Pirineus encontra-se totalmente ilhada. As crianças do parque estudam no Jardim Progresso, têm que atravessar as duas pistas da rodovia e pistas auxiliares sem nenhuma segurança. Foram instalados na BR-153 todos os postes e luminárias no trecho compreendido entre trevo saída para Brasília à Vila Jaiara, há pelo menos seis meses. Não há sequer previsão de quando a iluminação funcionará. Da mesma forma o trevo no final da Avenida Universitária e início da BR-414 precisa de reformulação completa e imediato sistema de iluminação. Denit não soluciona o problema e sobre eles nada comenta. Para a iluminação da rodovia e do trevo estão faltando transformadores. Celg e Denit não se acertam. Sem interferência enérgica do poder público municipal as pequenas, mas importantes pendências se perpetuam. O Executivo municipal de Anápolis já deu provas no passado, que muita coisa se consegue assumindo responsabilidade que pertence ao governo federal.
A inexistência de viaduto e até mesmo de uma simples rotatória, na BR-153 ligando Anápolis City com Bairro de Lourdes, acidentes pavorosos aconteciam naquele trecho da rodovia federal, todas as semanas, causando dezenas de vítimas. Cansado de cobrar das autoridades federais e não ser atendido, o prefeito Wolney Martins decidiu investir parte dos poucos recursos disponíveis no Tesouro municipal para resolver o problema. Toda obra foi paga pelo município. A administração estadual colaborou em parte na movimentação de terra. Foi trabalho ousado e fundamental na preservação da vida dos que diariamente transitavam e transitam pelo local.
Ao suceder Wolney Martins acertei com o governador Maguito Vilela que faríamos pelo Dergo o anel viário de Anápolis. Basílio, arquiteto do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado de Goiás, elaborou o projeto. Sairia da BR-060 em frente ao Calixtópolis encontrando com a BR-153 no trevo da saída para Brasília, até à proximidade da entrada ao povoado de Miranápolis. Dali cortando região rural do município até atingir o ponto inicial do anel, próximo ao posto Presidente, na BR-060. O Dergo realizou a concorrência pública e os serviços tiveram início pela abertura da segunda pista da BR-153, a partir do trevo que liga Anápolis a Brasília.
Contando com a decisiva colaboração dos meus ex-companheiros da Câmara Federal, Odacyr Klein – ministro dos Transportes e Tarcisio Delgado, diretor presidente do DNER, conseguimos repassar a obra para o ministério dos Transportes. Muito importante foi a participação de Iran Saraiva, ministro do Tribunal de Contas da União – TCU, desembaraçando junto ao Ibama, questões sobre preservação ambiental. Toda formalidade legal para a continuidade da obra foi agilizada pelo ministro, junto ao TCU.
Graças ao trabalho arrojado que a prefeitura de Anápolis e o governo estadual realizaram para construção da obra, contamos com o trecho da BR-153 duplicado do trevo que liga Anápolis a Brasília até próximo a Interlândia. O viaduto Ayrton Sena, construído na administração Wolney Martins, foi duplicado. Da mesma forma nova ponte construída sobre o córrego das Antas, ao lado da sede campestre do clube Lírios do Campo. Essa nossa decisão ousada e determinante ensejou a construção de outras obras valiosas no setor de transporte em Anápolis: viaduto na BR-153, cruzamento com a BR-414 que liga Anápolis a Corumbá de Goiás e viaduto no trevo ligando BR-153 à Vila Jaiara, principal ligação de Anápolis com o norte do Estado.
Firme tomada de posição pelo atual comandante do poder público municipal está sendo aguardada pelos anapolinos, para a continuidade normal dos serviços. O Denit está devagar, quase parado na execução de obras de menor complexidade e de muita importância para o município. Trincheira e passarela ligando os bairros Jardim Progresso ao Parque dos Pirineus estão paralisadas há meses. Denit não dá qualquer esclarecimento do porque de tanto atraso. Trecho da BR-153, do início da BR-414 ao trevo Vila Jaiara tem sido palco de inúmeros acidentes com vitimas fatais. A população do parque dos Pirineus encontra-se totalmente ilhada. As crianças do parque estudam no Jardim Progresso, têm que atravessar as duas pistas da rodovia e pistas auxiliares sem nenhuma segurança. Foram instalados na BR-153 todos os postes e luminárias no trecho compreendido entre trevo saída para Brasília à Vila Jaiara, há pelo menos seis meses. Não há sequer previsão de quando a iluminação funcionará. Da mesma forma o trevo no final da Avenida Universitária e início da BR-414 precisa de reformulação completa e imediato sistema de iluminação. Denit não soluciona o problema e sobre eles nada comenta. Para a iluminação da rodovia e do trevo estão faltando transformadores. Celg e Denit não se acertam. Sem interferência enérgica do poder público municipal as pequenas, mas importantes pendências se perpetuam. O Executivo municipal de Anápolis já deu provas no passado, que muita coisa se consegue assumindo responsabilidade que pertence ao governo federal.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Mentiras repetidas têm destruído pessoas de bem
Publicado na edição de 16/09/2010 do jornal Diário da Manhã
Campo propício para fofocas, grandes e pequenas, é o político. Há as revestidas de alguma lógica e as que agridem a inteligência até dos mais insensatos. Por mais ridículas e absurdas que sejam, sempre há os que nelas acreditam. Fazem questão de acrescentar detalhes ao difundi-las. As propagam por má-fé ou por ignorância. Não elucidadas comprometem a reputação de pessoas trabalhadoras, corretas e inocentes.
Quando Henrique Santillo encerrava o mandato de governador, em 1999, seus inimigos propagaram pelo Estado inteiro que ele estaria construindo um moderno e amplo hospital em Ribeirão Preto-SP. Afirmavam despudoradamente que a obra estava sendo edificada com recursos públicos de Goiás. A princípio o governador ignorou o boato. Em pouco tempo a fofoca ganhou dimensão e status de verdade. Os fofoqueiros, maldosamente, afirmavam ter visto carretas de cimento, mármore e ferro deixando o Estado rumo a Ribeirão Preto. Foi preciso que Henrique Santillo determinasse a ida de uma equipe de televisão àquela cidade, buscando informações oficiais na prefeitura, Crea e cartório de imóveis. Ficou esclarecido não possuir imóvel no município e nenhuma obra estava sendo construída naquela cidade em seu nome ou seu parente.
Contra Maguitto Vilela, os futriqueiros lhe criaram, maldosamente, a imagem de político que persegue a cidade de Anápolis. Atribuíram-lhe a responsabilidade pelo fechamento da tecelagem Vicunha.
Alguns dias antes do seu fechamento, o presidente do grupo Vicunha, Benjamin Stainbruck, participou do lançamento da pedra fundamental da ampliação da empresa no Daia. Todo apoio que pediu ao governo estadual - Maguito Vilela - e Prefeitura de Anápolis lhe foi garantido. Além do terreno, receberia incentivo do Fomentar e auxílio financeiro da Prefeitura de Anápolis para edificação do prédio que abrigaria a ampliação. Como prefeito municipal, recebi da Câmara Municipal, por lei, autorização para ajudar a indústria têxtil. Depois de tudo acertado, alegando concorrência predatória de produtos confeccionados na China, decidiu mudar de ramo. Adquiriu a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, privatizada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Não só desistiu do projeto de ampliação como optou pelo fechamento da Vicunha em Anápolis. Os inimigos de Maguito esparramaram por toda cidade que o governador teria sido o responsável pelo fechamento. Ao mesmo tempo acrescentaram que a Perdigão só não veio para Anápolis porque Maguito não permitiu. Até hoje se ouve na cidade que Maguito é inimigo do município. Por entendê-la absurdo dos absurdos, não se defendeu quando estava no governo. Hoje não há ninguém da Vicunha disposto a esclarecer a verdade. Se o governo estadual tinha poderes para fechar a empresa, como alardeiam sem escrúpulo, por que as administrações que sucederam Maguito Vilela não a reabriram?
Outra fofoca que tem sido intensamente divulgada por adversário de Iris Rezende Machado, em período eleitoral ou não, é que ele exonerou de 20 a 30 mil funcionários públicos do Estado, pelo decretão, no início do seu governo, em 1983.
O maior número de atingidos pelo decreto pertencia à Secretaria Estadual da Educação, da qual eu era o secretário. Porteiros, serventes e merendeiras por receberem pequenos vencimentos, próximos ao salário mínimo, ficaram fora dos efeitos do decreto. Professores e administrativos foram por ele atingidos por terem sido contratados após o dia 2 de abril de 1982, período que a Lei Eleitoral proibia contratações. Por minha sugestão e prontamente aceita pelo governador Iris Machado, os que estavam trabalhando desde o início do ano letivo de 1982, mesmo que contratados após o dia 2 de abril, foram excluídos do efeito do decreto. Eles eram vítimas do governo anterior, que os colocou para trabalhar, segurando vaga, sem receber salário. Entendemos serem injustas as exonerações. Caso fossem punidos por terem sido contratados em período que a Lei Eleitoral proibia, seriam injustiçados duas vezes: por trabalharem sem qualquer remuneração e contratados em período ilegal, quando já serviam ao Estado há muito tempo. Continuaram nas escolas. Dos 12 mil servidores atingidos pelo decreto, apenas uns 100 não conseguiram provar vínculo com a escola antes de 2 de abril ou não quiseram continuar na rede educacional do Estado. Os demais foram readmitidos por mim, como secretário, devidamente autorizado pelo governador Iris Rezende Machado. As exonerações não passaram de uma centena. Efetivamente não houve exoneração em massa como repetem constantemente os desinformados.
As demais secretarias não dispunham de muitos servidores contratados depois do dia 2 de abril de 1982. Portanto foram poucos os atingidos. Como falar em milhares se os trabalhadores da educação continuaram em seus postos? Prevalece a fofoca que Iris Rezende Machado exonerou milhares de servidores públicos por capricho político.
Campo propício para fofocas, grandes e pequenas, é o político. Há as revestidas de alguma lógica e as que agridem a inteligência até dos mais insensatos. Por mais ridículas e absurdas que sejam, sempre há os que nelas acreditam. Fazem questão de acrescentar detalhes ao difundi-las. As propagam por má-fé ou por ignorância. Não elucidadas comprometem a reputação de pessoas trabalhadoras, corretas e inocentes.
Quando Henrique Santillo encerrava o mandato de governador, em 1999, seus inimigos propagaram pelo Estado inteiro que ele estaria construindo um moderno e amplo hospital em Ribeirão Preto-SP. Afirmavam despudoradamente que a obra estava sendo edificada com recursos públicos de Goiás. A princípio o governador ignorou o boato. Em pouco tempo a fofoca ganhou dimensão e status de verdade. Os fofoqueiros, maldosamente, afirmavam ter visto carretas de cimento, mármore e ferro deixando o Estado rumo a Ribeirão Preto. Foi preciso que Henrique Santillo determinasse a ida de uma equipe de televisão àquela cidade, buscando informações oficiais na prefeitura, Crea e cartório de imóveis. Ficou esclarecido não possuir imóvel no município e nenhuma obra estava sendo construída naquela cidade em seu nome ou seu parente.
Contra Maguitto Vilela, os futriqueiros lhe criaram, maldosamente, a imagem de político que persegue a cidade de Anápolis. Atribuíram-lhe a responsabilidade pelo fechamento da tecelagem Vicunha.
Alguns dias antes do seu fechamento, o presidente do grupo Vicunha, Benjamin Stainbruck, participou do lançamento da pedra fundamental da ampliação da empresa no Daia. Todo apoio que pediu ao governo estadual - Maguito Vilela - e Prefeitura de Anápolis lhe foi garantido. Além do terreno, receberia incentivo do Fomentar e auxílio financeiro da Prefeitura de Anápolis para edificação do prédio que abrigaria a ampliação. Como prefeito municipal, recebi da Câmara Municipal, por lei, autorização para ajudar a indústria têxtil. Depois de tudo acertado, alegando concorrência predatória de produtos confeccionados na China, decidiu mudar de ramo. Adquiriu a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, privatizada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Não só desistiu do projeto de ampliação como optou pelo fechamento da Vicunha em Anápolis. Os inimigos de Maguito esparramaram por toda cidade que o governador teria sido o responsável pelo fechamento. Ao mesmo tempo acrescentaram que a Perdigão só não veio para Anápolis porque Maguito não permitiu. Até hoje se ouve na cidade que Maguito é inimigo do município. Por entendê-la absurdo dos absurdos, não se defendeu quando estava no governo. Hoje não há ninguém da Vicunha disposto a esclarecer a verdade. Se o governo estadual tinha poderes para fechar a empresa, como alardeiam sem escrúpulo, por que as administrações que sucederam Maguito Vilela não a reabriram?
Outra fofoca que tem sido intensamente divulgada por adversário de Iris Rezende Machado, em período eleitoral ou não, é que ele exonerou de 20 a 30 mil funcionários públicos do Estado, pelo decretão, no início do seu governo, em 1983.
O maior número de atingidos pelo decreto pertencia à Secretaria Estadual da Educação, da qual eu era o secretário. Porteiros, serventes e merendeiras por receberem pequenos vencimentos, próximos ao salário mínimo, ficaram fora dos efeitos do decreto. Professores e administrativos foram por ele atingidos por terem sido contratados após o dia 2 de abril de 1982, período que a Lei Eleitoral proibia contratações. Por minha sugestão e prontamente aceita pelo governador Iris Machado, os que estavam trabalhando desde o início do ano letivo de 1982, mesmo que contratados após o dia 2 de abril, foram excluídos do efeito do decreto. Eles eram vítimas do governo anterior, que os colocou para trabalhar, segurando vaga, sem receber salário. Entendemos serem injustas as exonerações. Caso fossem punidos por terem sido contratados em período que a Lei Eleitoral proibia, seriam injustiçados duas vezes: por trabalharem sem qualquer remuneração e contratados em período ilegal, quando já serviam ao Estado há muito tempo. Continuaram nas escolas. Dos 12 mil servidores atingidos pelo decreto, apenas uns 100 não conseguiram provar vínculo com a escola antes de 2 de abril ou não quiseram continuar na rede educacional do Estado. Os demais foram readmitidos por mim, como secretário, devidamente autorizado pelo governador Iris Rezende Machado. As exonerações não passaram de uma centena. Efetivamente não houve exoneração em massa como repetem constantemente os desinformados.
As demais secretarias não dispunham de muitos servidores contratados depois do dia 2 de abril de 1982. Portanto foram poucos os atingidos. Como falar em milhares se os trabalhadores da educação continuaram em seus postos? Prevalece a fofoca que Iris Rezende Machado exonerou milhares de servidores públicos por capricho político.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Fuxicos incomodam e destroem
Publicado na edição de 27/05/2010 do jornal Diário da Manhã
Inconformado com a boataria veiculada por oposicionistas, afirmando que a candidatura de Vanderlan Cardoso jamais decolará, que os prefeitos da base governista o estão abandonando e que o PSB de Barbosa Neto foi orientado pelo comando nacional do partido a ficar ao lado do PT, o governador Alcides Rodrigues perdeu a paciência, classificando como fuxiqueiros os que assim estão procedendo. Forçado a explicitar se estava se referindo ao PSDB, apenas respondeu que “são os campeões de fuxico”. Fuxico é expediente condenável usado por pessoas medíocres, sem nenhum compromisso com a verdade. Denigrem a imagem de adversários com expedientes depreciativos, caluniosos e mentirosos.
Nas eleições de 2006, Maguito Vilela do PMDB, liderava a pesquisa de intenção de votos em Anápolis. Era necessária a destruição da sua credibilidade junto a população. Verdadeira central de boatos foi montada pelos adversários, lhe responsabilizando por tudo de ruim que havia ocorrido no Município nos últimos anos. O mais absurdo de todos os fuxicos, que ele teria sido o responsável pelo fechamento da indústria têxtil Vicunha, em Anápolis.
A diretoria nacional da Vicunha veio a Goiás, quando Maguito como governador e eu prefeito nos comprometemos a dar apoio até financeiro para que ampliasse as atividades da empresa em Anápolis. Numa solenidade pública muito concorrida , animada com banda de música e muito foguete, participamos do lançamento da pedra fundamental da empresa no Daia. Fomos ao Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, onde houve desfile de manequins com roupas feitas pelos tecidos de sua confecção. A maquete da ampliação das suas novas instalações foi exibida às autoridades, jornalistas e público presente. Acertamos até a data para o início das obras. Seria o maior complexo industrial da empresa no Brasil.
Simultaneamente, a Vicunha adquiria o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce, privatizada pelo governo Fernando Henrique Cardoso. A prioridade da empresa deixou de ser a fabricação de tecidos, para se transformar na exploração e venda de minérios. Além de não ampliar suas instalações conforme o que havia sido acertado, a Vicunha fechou sua unidade que funcionava na Vila Jaiára e outras existentes no Rio de Janeiro e São Paulo.Pretextando para isso a concorrência predatória praticada pela China no Brasil.
Os fuxiqueiros foram de casa em casa na Vila Jaiára e bairos próximos, atribuindo a Maguito Vilela o fechamento da Vicunha, em Anápolis. Ao mesmo tempo incluíam também como golpe de Maguito contra Anápolis a instalação da Perdigão em Rio Verde. Para os fuxiqueiros que rodavam aos bandos pelos bairros da cidade, a Perdigão viria para Anápolis, mas por ação direta do governador, deslocou-se para Rio Verde.
Essa ação criminosa bem orquestrada, em pouco tempo transformou Maguito Vilela no maior inimigo de Anápolis. Os fuxiqueiros cuja ação é condenada pelo governador Alcides Rodrigues, talvez os mesmos que destruíram a imagem de Maguito junto aos anapolinos, saíram vencedores. Destruíram a reputação de uma pessoa honesta, trabalhadora e prestativa, pela calúnia e mentira. Quem usa desse expediente para tirar vantagem, destruindo a reputação do adversário, não merece o apoio do povo. Crimes dessa espécie são iguais ou piores que os praticados por candidatos ficha suja.
Inconformado com a boataria veiculada por oposicionistas, afirmando que a candidatura de Vanderlan Cardoso jamais decolará, que os prefeitos da base governista o estão abandonando e que o PSB de Barbosa Neto foi orientado pelo comando nacional do partido a ficar ao lado do PT, o governador Alcides Rodrigues perdeu a paciência, classificando como fuxiqueiros os que assim estão procedendo. Forçado a explicitar se estava se referindo ao PSDB, apenas respondeu que “são os campeões de fuxico”. Fuxico é expediente condenável usado por pessoas medíocres, sem nenhum compromisso com a verdade. Denigrem a imagem de adversários com expedientes depreciativos, caluniosos e mentirosos.
Nas eleições de 2006, Maguito Vilela do PMDB, liderava a pesquisa de intenção de votos em Anápolis. Era necessária a destruição da sua credibilidade junto a população. Verdadeira central de boatos foi montada pelos adversários, lhe responsabilizando por tudo de ruim que havia ocorrido no Município nos últimos anos. O mais absurdo de todos os fuxicos, que ele teria sido o responsável pelo fechamento da indústria têxtil Vicunha, em Anápolis.
A diretoria nacional da Vicunha veio a Goiás, quando Maguito como governador e eu prefeito nos comprometemos a dar apoio até financeiro para que ampliasse as atividades da empresa em Anápolis. Numa solenidade pública muito concorrida , animada com banda de música e muito foguete, participamos do lançamento da pedra fundamental da empresa no Daia. Fomos ao Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, onde houve desfile de manequins com roupas feitas pelos tecidos de sua confecção. A maquete da ampliação das suas novas instalações foi exibida às autoridades, jornalistas e público presente. Acertamos até a data para o início das obras. Seria o maior complexo industrial da empresa no Brasil.
Simultaneamente, a Vicunha adquiria o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce, privatizada pelo governo Fernando Henrique Cardoso. A prioridade da empresa deixou de ser a fabricação de tecidos, para se transformar na exploração e venda de minérios. Além de não ampliar suas instalações conforme o que havia sido acertado, a Vicunha fechou sua unidade que funcionava na Vila Jaiára e outras existentes no Rio de Janeiro e São Paulo.Pretextando para isso a concorrência predatória praticada pela China no Brasil.
Os fuxiqueiros foram de casa em casa na Vila Jaiára e bairos próximos, atribuindo a Maguito Vilela o fechamento da Vicunha, em Anápolis. Ao mesmo tempo incluíam também como golpe de Maguito contra Anápolis a instalação da Perdigão em Rio Verde. Para os fuxiqueiros que rodavam aos bandos pelos bairros da cidade, a Perdigão viria para Anápolis, mas por ação direta do governador, deslocou-se para Rio Verde.
Essa ação criminosa bem orquestrada, em pouco tempo transformou Maguito Vilela no maior inimigo de Anápolis. Os fuxiqueiros cuja ação é condenada pelo governador Alcides Rodrigues, talvez os mesmos que destruíram a imagem de Maguito junto aos anapolinos, saíram vencedores. Destruíram a reputação de uma pessoa honesta, trabalhadora e prestativa, pela calúnia e mentira. Quem usa desse expediente para tirar vantagem, destruindo a reputação do adversário, não merece o apoio do povo. Crimes dessa espécie são iguais ou piores que os praticados por candidatos ficha suja.
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